EMRC

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15 de agosto de 2016

CONTO: 'UM POEMA CHAMADO MARIA'



'No princípio dos tempos Deus criou os céus e a terra, e depois o homem e a mulher à sua imagem e semelhança. Ofereceu-lhes o jardim do Éden com tudo o que encerra, e por amor em Adão e Eva pôs toda a sua esperança. Podendo eles saciar-se de todas as árvores do jardim, deixaram-se seduzir pela astúcia de uma serpente. E a comer da árvore proibida disseram que sim, e em liberdade desobedeceram ao Criador omnipotente.
Deus entre a mulher e a serpente fez reinar inimizade, assim como hostilidade entre os seus descendentes. O bem esmagaria a cabeça do mal da humanidade, e Eva seria a mãe de todos os homens viventes. O Senhor Deus na linhagem da mulher acreditará, e pelo profeta Isaías um sinal seria anunciado. A jovem concebeu e à luz um filho dará, e o nome de Emanuel ser-lhe-á dado. O povo de Israel esperava a vinda do redentor Messias, e Miqueias falara da parturiente que daria à luz. Da Filha de Sião e da Esposa de Javé havia profecias, e muitos viram nelas a figura de Maria a mãe de Jesus.
E foi assim: Estava Maria em Nazaré na sua casa a rezar, quando um anjo enviado por Deus lhe apareceu. Chamava-se Gabriel e para ela começou a falar, e a jovem logo se perturbou e estremeceu. O anjo saudou-a dizendo-lhe que não tivesse medo: ‘Salvé, ó cheia de graça, o Senhor está contigo’. Trazia-lhe dos céus um convite em segredo, e confortou-a pois a graça de Deus estava consigo.
Disse-lhe que um filho especial conceberia no seu seio, Ele seria grande e dar-lhe-ia o nome de Jesus. O Filho do Altíssimo encarnaria no nosso meio, e seria para os homens salvação e luz. Tinha dúvidas e era grande o seu espanto: Como seria aquilo se nenhum homem conhecia? Mas sobre si viria a força do Espírito Santo, e da sua sombra o Filho de Deus nasceria. Maria comunicou-lhe então o seu sincero Sim, ao plano grandioso do Deus redentor. E disse-lhe: ‘A tua palavra se faça em mim, e acrescentou ‘Eis aqui a serva do Senhor’.
Depois, Maria decidiu a toda a pressa pôr-se a caminho, pela montanha para a terra da sua prima Isabel. Dela lhe falara misteriosamente o anjo Gabriel, e queria estar consigo por amizade e carinho. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, algo de muito estranho e especial lhe aconteceu. Naquele momento o Espírito Santo a encheu, e no seu seio o menino saltou de alegria.
Isabel ergueu a voz e disse com emoção, que a mãe do seu Senhor lhe fazia uma visita,
entre todas as mulheres Maria era bendita, e bendito era o fruto do seu ventre em geração. Maria sentiu-se muito feliz e então cantou: ‘A minha alma glorifica o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador’, pois em tudo quanto que lhe foi dito acreditou. Na sua humildade pôs os olhos o Deus amoroso, pois escolheu-a como serva e mãe amada. Todas as gerações a chamarão bem-aventurada, pois em si fez maravilhas o Todo-Poderoso.
Por amor Maria e José tinham decidido casar, mas ela ficara grávida antes de com ele habitar. Pelo poder do Espírito Santo ela tinha concebido, mas o seu noivo tal não tinha ainda entendido. José era um homem bom e temente a Deus, e seguia a tradição e as leis dos judeus. Como era justo e não queria a Maria difamar, secretamente resolveu a sua noiva deixar. Andando angustiado a pensar nisto noite e dia, José não percebia bem o que acontecera a Maria. Então apareceu-lhe em sonhos o anjo do Senhor, que o acalmou da sua grande tristeza e temor.
A Maria como mulher com amor devia acolher, pois era obra do Espírito Santo quem ia nascer. O nome de Jesus àquele filho deveria ser dado, pois Ele vinha salvar o povo do seu pecado. José percebeu então a sua nobre missão e papel, acolhendo o Deus connosco chamado Emanuel. O plano e projeto misterioso do Altíssimo entendeu, e como esposa e mãe a Maria afetuosamente recebeu.
Saíra naqueles dias um édito de recenseamento, da parte de César Augusto o imperador, para Roma de toda a terra ter conhecimento, exigindo a todos obediência respeito e rigor. José e Maria grávida deixaram a cidade de Nazaré, e sendo ele da casa de David foram para Belém, numa difícil viagem invernal num burrinho e a pé, e com a iminência de Maria dar à luz e ser mãe. Quando em Belém finalmente já se encontravam, procuraram casa para ficar naqueles dias José e Maria. Cansados e esfomeados da viagem quase desesperavam, pois não havia lugar para eles na hospedaria.
Completando-se então os dias de Maria dar à luz, naquela noite fria o seu filho primogénito nasceu. Numa manjedoura de um estábulo recostou Jesus, e com ternura para não ter frio em panos o envolveu. Eis que dos céus a plenitude do tempo chegara, pois Deus enviara por amor o seu Filho à humanidade. Nascido de uma mulher e sujeito à lei o Verbo encarnara, para a todos resgatar do pecado rumo à eternidade.
Então quando alguns pastores descansados pernoitavam, um anjo do Senhor nos campos lhes apareceu. À sua volta a glória de Deus resplandeceu, enquanto os seus rebanhos guardavam. O anjo disse àqueles homens que não temessem, pois na cidade de David tinha nascido um Salvador, que era para todos os homens o Messias Senhor, e que o anúncio da alegre notícia recebessem. Um menino em panos numa manjedoura seria o sinal, e ‘Glória a Deus nas alturas’ alegres cantaram. ‘Paz na terra aos homens do seu agrado’ entoaram, aqueles que junto ao anjo eram uma multidão celestial.
Foram logo a Belém ver o que tinha acontecido, e encontraram Maria, José e o menino deitado. Deram a conhecer o que lhes havia sido anunciado, e viram que tudo o que lhes disseram fazia sentido. Todos se admiravam com o que diziam os pastores, e Maria conservava aquelas coisas com emoção. Ela ponderava-as profundamente em seu coração, e os pastores glorificavam a Deus com louvores.
Depois, chegaram a Jerusalém uns magos do Oriente, que para adorar o menino, inquiriam toda a gente. Procuravam o recém-nascido rei dos judeus, tornando-se de uma estrela seguidores seus. Com a vinda dos magos o rei Herodes ficou perturbado, e aquela notícia deixou-o muito inquieto e preocupado. Decidiu questionar o povo sobre onde nasceria o Messias, e responderam-lhe que em Belém segundo as profecias. Então ele mandou chamar os magos secretamente, pois queria saber do menino nascido recentemente. Pediu-lhes informações sobre a sua viagem, dizendo que também iria a Belém fazer homenagem.
Seguindo a estrela os magos puseram-se a caminho, e algum tempo depois sentiram muita alegria e carinho. A estrela parou no lugar especial por que tanto ansiaram, e ali o menino Jesus com Maria sua mãe encontraram. Diante do menino se prostraram em adoração, e ofereceram-lhe valiosos presentes com emoção. E avisados em sonhos a Herodes não quiseram voltar, tendo decidido por outro caminho a casa regressar.
Apareceu em sonhos a José o anjo do Senhor, que lhe pediu para o menino e sua mãe tomar. Tinha que fugir para o Egipto até ele o avisar, pois a morte de Jesus procurava o governador. À pressa levantou-se de noite e chamou Maria, e tomou o menino e sua mãe com zelo e ternura. Partiram para o Egipto numa difícil aventura, para se dar cumprimento a uma antiga profecia. O rei Herodes pelos magos sentiu-se enganado, e decidiu realizar dos atos mais cruéis e desumanos. Mandou matar todos os meninos com menos de dois anos, numa vingança terrível sobre crianças inocentes, o desgraçado.
Passados uns tempos o rei Herodes morreu, e o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos. Tinham passado os tempos mais medonhos, e para a terra de Israel a viagem empreendeu. Com o menino e sua mãe José ia regressar, procurando evitar por receio a Judeia. E foi em Nazaré na região da Galileia, que cumprindo as profecias decidiram morar.
Quando se cumpriu o tempo da purificação, José e Maria foram apresentar o primogénito ao Senhor. Para oferecer um sacrifício e fazer a consagração, levaram-no ao templo de Jerusalém com amor. Estava no templo um homem chamado Simeão, que desejava estar com o Messias antes de morrer. Ao ver o Menino pegou-o nos braços com emoção, e bendisse a Deus pois viu a Salvação a florescer. O pai e a mãe de Jesus estavam muito admirados, com tudo o que lhes diziam do seu pequenino. José e Maria foram então pelo ancião abençoados, pois a luz das nações e a glória de Israel eram o menino.
Simeão que era justo e piedoso dirigiu-se a Maria, e falou do menino como sinal de contradição: Uma espada a alma daquela mãe trespassaria, o que era do Espírito Santo uma misteriosa revelação. Uma profetisa chamada Ana ali estava também, louvando a Deus e falando no mesmo sentido. Depois José, Maria e Jesus deixaram Jerusalém, pois todos os rituais da Lei já tinham cumprido.
Para que os costumes e rituais judaicos vivessem bem, pela Páscoa José e Maria iam sempre a Jerusalém. E quando o adolescente Jesus os doze anos alcançou, levaram-no à festa pois a adulto na lei judaica chegou. Terminadas as celebrações e quando a casa regressavam, com nenhum parente ou conhecido a Jesus encontravam. Em Jerusalém ter-se-ia perdido nalguma aventura, e José e Maria decidiram voltar lá à sua procura. Encontraram-no no templo, entre os doutores, sentado, a questioná-los e a ouvi-los, muito interessado. Com eles dialogava com sabedoria e eloquência, deixando a todos estupefactos com a sua inteligência.
Assombrados José e Maria o filho questionaram, pois durante três dias angustiados o procuraram. Respondeu-lhes que não tinham que o estar a procurar, pois deviam saber que na casa do seu Pai devia estar. Aquelas palavras os pais de Jesus não compreenderam, mas para Nazaré como família feliz desceram. Jesus devia aos seus pais amor, respeito e submissão, e Maria guardava todas aquelas coisas no seu coração.
Maria acompanhou sempre Jesus já adulto na sua missão, sendo a primeira discípula do seu Senhor. Tudo meditava e guardava no seu coração, e pelo Evangelho a Jesus seguia com amor. Um dia enquanto Jesus de seu Pai falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão. As entranhas que o trouxeram felicitava e elogiava, e dos seios que o amamentaram fazia menção. Jesus preferia chamar de bem-aventurado, quem a Palavra de Deus escutava e praticava. Não queria destacar a mãe que o tinha gerado, nem sequer o vínculo de sangue que os ligava.
Falava Jesus a outras pessoas noutro dia, quando os discípulos o mandaram chamar. Tinham chegado sua mãe e irmãos com alegria, e queriam naquela ocasião consigo falar. Quem eram sua mãe e seus irmãos perguntou, e olhou para aqueles que eram amigos seus. Eles seriam a sua mãe e seus irmãos declarou, se fizessem sempre a vontade de Deus.
Noutra altura em Caná da Galileia realizava-se um casamento, e Jesus, a sua mãe e os discípulos foram convidados. A falta de vinho estava a deixar os noivos incomodados, e Maria falou ao filho daquele lamentável acontecimento. Chamando enigmaticamente à sua mãe ‘Mulher’, disse-lhe que não devia estar com aquilo preocupada. Para Jesus a sua hora ainda não era chegada, mas Maria disse aos serventes: ‘fazei o que Ele vos disser’. Sensível ao pedido da sua mãe com certeza, Jesus começou naquela boda a fazer maravilhas, pediu para encher de água até cima seis vasilhas, e mandou levá-las de seguida ao chefe de mesa.
Quando a água transformada em vinho ele provou, logo mandou chamar o noivo com admiração, pois servir o pior vinho no final era a tradição, e ele até àquele momento o melhor vinho guardou. Foi ali pois naquela especial união matrimonial, a que Maria foi com seu filho em Caná da Galileia, que Jesus mostrou o seu poder e miraculosa veia, manifestando a sua glória com o seu primeiro sinal.
Passados uns tempos chegado o momento supremo da sua missão, o Messias foi condenado à morte por crucifixão. Para o Calvário levou às costas a própria cruz, e crucificaram mais dois homens ao lado de Jesus. Puseram um letreiro na cruz do Filho de Deus, que dizia: ‘Jesus Nazareno, Rei dos Judeus’. Os soldados as vestes de Jesus entre si partilharam, e cumprindo-se as Escrituras a sua túnica sortearam. No momento da sua morte e chegada a sua hora, quase todos os seus amigos se tinham ido embora. Com ele junto à cruz, poucas pessoas se encontravam, e somente a mãe, duas mulheres e João ali restavam.
Ao ver ali de pé a sua mãe e o amado discípulo João, e estando tudo quase consumado sentiu comoção. ‘Eis o teu filho’ e ‘Eis a tua mãe’ foi o desejo seu, e desde aquela hora João em sua casa a Maria acolheu. Depois Jesus inclinou a cabeça e o seu espírito entregou, e a morte do seu filho Maria em silêncio chorou. Desde o nascimento até ao último suspiro da sua vida, permaneceu aquela que era de Jesus muito querida.
Após a morte e ressurreição de Jesus ter acontecido, Ele apareceu aos apóstolos e a outras pessoas também. Pediu-lhes que esperassem o Espírito Santo prometido, e ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém. Jesus de Nazaré as suas vidas tinha transformado, mas com a sua morte sentiam um medo profundo. Contudo o Espírito Santo ia ser-lhes enviado, e seriam suas testemunhas até aos confins do mundo. Os apóstolos juntavam-se numa casa habitualmente, e com Maria e outras mulheres ficavam reunidos. Entregavam-se com ela à oração assiduamente, e pelo mesmo sentimento de fé permaneciam unidos.
E eis que o esperado dia de Pentecostes chegou, e Maria e os demais estavam reunidos naquele lugar. Um som comparável a forte rajada de vento ressoou, e o Paráclito com os seus dons todos quis cumular. Umas línguas à maneira de fogo sobre eles pousaram, e todos ficaram cheios do prometido Espírito Santo. E inspirados a falar outras línguas começaram, causando a todos em Jerusalém assombro e espanto.
Depois, quando terminava a vida terrena da Virgem Imaculada, em corpo e alma ao céu por Deus foi elevada, para se conformar com o seu Filho mais plenamente, que venceu o pecado e a morte como Senhor omnipotente. Preservada e imune de mancha da culpa original, obteve do Senhor dos Senhores essa graça especial. Mereceu participar singularmente na sua ressurreição, e como rainha recebeu de Deus a exaltação. Ela é antecipação da ressurreição dos cristãos, todos membros do Corpo de Cristo seus irmãos. A sua glorificação é para a Igreja sinal de esperança, pois nela, vê já a desejada e ansiada bem-aventurança.
Deus conformou no seu Filho aqueles que predestinou, e a esses chamou, justificou e também glorificou. A nossa cidade está nos céus onde está Cristo poderoso, que transfigurará o nosso corpo pelo seu corpo glorioso. A Igreja na sua peregrinação contempla com alegria, a Assunção da bem-aventurada Virgem Maria. Nela viu aquilo que na eternidade deseja e espera ser, e a dignidade humana a que somos chamados a viver.
E teve lugar uma revelação: No céu apareceu um sinal grandioso, a imagem de uma Mulher vestida de sol se apresentava. Uma lua nos pés e uma coroa de doze estrelas ostentava, e estando grávida gritava por causa dum parto doloroso. Apareceu também no céu outro apocalíptico sinal: Com sete cabeças e dez chifres surgiu um grande dragão. Diante da Mulher queria devorar-lhe o filho varão, mas quando nasceu foi arrebatado daquele grande mal. Uma grande, cruel e terrível batalha no céu se travou, e os anjos do dragão e de Miguel ferozmente guerrearam. E derrotados o dragão e os seus na terra se precipitaram, mas em perseguição da Mulher e do Menino ele se lançou.
À Mulher duas asas foram dadas para se refugiar, mas o dragão furioso insistiu na sua maledicência. Decidiu guerrear contra o resto da sua descendência, aqueles que o testemunho de Jesus desejam guardar. A tradição viu na Mulher a Virgem Maria, que na história, como mãe da Igreja, continua a sua singular missão. Combate com o Filho que com a sua morte e ressurreição, destruiu as forças do mal e nos obtém a graça da vitória.
A morte veio por Eva e pela Virgem Maria a Vida, e o que a primeira atou com a sua incredulidade foi desatado por Maria pela sua fé e fidelidade, ficando por um vínculo indissolúvel ao Filho unida. Para poder vir a ser a Mãe de Jesus o Salvador, e ser capaz de abraçar essa sublime vocação, Maria foi adornada por Deus o Senhor, com dons dignos de uma tão grande missão. Deus preparou para o Filho uma digna morada, e a Conceição de Maria realizou perfeitamente. Cumulou de bens a Maria fazendo-a Imaculada, por graça e favor singular do Omnipotente.
Que Maria de Nazaré, rainha, mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, nos salve e volte para nós os seus olhos, mostrando-nos Jesus, bendito fruto do seu ventre. Que a santa Mãe de Deus e mãe nossa, rogue por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte, para que sejamos dignos das promessas de Cristo'.

Paulo Costa, in www.imissio.net

1 de agosto de 2016

31 de julho de 2016

18º DOMINGO DO TEMPO COMUM



Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 12,13-21)

Naquele tempo,
alguém, do meio da multidão, disse a Jesus:
«Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo».
Jesus respondeu-lhe:
«Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?»
Depois disse aos presentes:
«Vede bem, guardai-vos de toda a avareza:
a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens».
E disse-lhes esta parábola:
«O campo dum homem rico tinha produzido excelente colheita.
Ele pensou consigo:
‘Que hei-de fazer,
pois não tenho onde guardar a minha colheita?
Vou fazer assim:
Deitarei abaixo os meus celeiros para construir outros maiores,
onde guardarei todo o meu trigo e os meus bens.
Então poderei dizer a mim mesmo:
Minha alma, tens muitos bens em depósito para longos anos.
Descansa, come, bebe, regala-te’.
Mas Deus respondeu-lhe:
‘Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma.
O que preparaste, para quem será?’
Assim acontece a quem acumula para si,
em vez de se tornar rico aos olhos de Deus».

29 de julho de 2016

JMJ2016: PAPA DESEJA JOVENS SEM MEDO DA DIFERENÇA NEM DE PROFESSAR A SUA FÉ



O Papa encontrou-se hoje pela primeira vez com os participantes na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Cracóvia, Polónia, e desafiou centenas de milhares de católicos a viver a “misericórdia”, sem medo da diferença.
Francisco defendeu que é necessário “aqueles que vêm de outras culturas, outros povos”, os que não são compreendidos.
“Mesmo aqueles que tememos porque julgamos que nos podem fazer mal”, acrescentou, no Parque de Blonia, um espaço verde de vários hectares junto à cidade polaca.
O Governo da Polónia tem sido um dos mais críticos de um sistema europeu com quotas obrigatórias para redistribuição de refugiados.
“Um coração misericordioso sabe partilhar o pão com quem tem fome, um coração misericordioso abre-se para receber o refugiado e o migrante”, declarou Francisco aos jovens participantes na JMJ.
O Papa desafiou depois os presentes a “acompanhar” aqueles que não são cristãos e a falar-lhes “com muito respeito” os motivos da sua fé.
“Um coração misericordioso sabe ser um refúgio para quem nunca teve uma casa ou a perdeu, sabe criar um ambiente de casa e de família para quem teve de emigrar, é capaz de ternura e compaixão”, prosseguiu.
Simbolicamente, num gesto ecológico, o Papa deslocou-se para Parque de Blonia num elétrico, acompanhado por jovens e crianças com deficiência e as suas famílias.
Já no papamóvel, Francisco percorreu o parque durante largos minutos, saudando a multidão que acenava com bandeiras de dezenas de país, incluindo Portugal.
“Finalmente encontramo-nos. Obrigado por este caloroso acolhimento”, disse.
Na terra natal de São João Paulo II, que “sonhou e deu impulso” às JMJ, Francisco desafiou os jovens a deixar-se “contagiar” com a mensagem de Jesus para fazer frente às “situações dolorosas e difíceis” do mundo.
O Papa recordou os que não puderam estar na Polónia, mas que a acompanham através dos vários meios de comunicação: “Todos juntos faremos desta Jornada uma verdadeira Festa Jubilar”.
Francisco falou com “tristeza” dos jovens “«reformados» antes do tempo”, “chateados e chatos”, alertando depois para os “vendedores de falsas ilusões” e para os que julgam que “as coisas não podem mudar”.
“Jesus Cristo é aquele que sabe dar verdadeira paixão à vida, Jesus Cristo é aquele que nos leva a não nos contentarmos com pouco e a dar o melhor de nós mesmos”, sustentou.
A intervenção deixou votos de que as Jornadas Mundiais da Juventude sejam “dias para Jesus” e uma “aventura da misericórdia”, com atenção aos pobres, aos que não têm fé, a quem se sente “sozinho e abandonado”, aos idosos e aos avós.
“Lançai-nos na aventura de construir pontes e derrubar muros, cercas e arame farpado”, rezou.
O Papa dirigiu-se diretamente aos jovens, em diversas ocasiões, apresentando Jesus Cristo como a “resposta” para as suas inquietações.
Francisco foi cumprimentado por uma delegação de jovens, em representação dos participantes dos cinco continentes, falando cada um na sua língua natal, e recebeu o ‘pack’ do peregrino da JMJ 2016.
Aos jovens foram apresentadas fotos de seis “testemunhas da Misericórdia”: São Vicente de Paulo (Europa), a Beata Teresa de Calcutá (Ásia), Santa Maria MacKillop (Oceânia), Santa Josefina Bakhita (África), S. Damião de Molokai (América do Norte) e a Beata Maria Rita Pontes, mais conhecida como Irmã Dulce (América do Sul).
A esta apresentação seguiu-se um desfile com as bandeiras dos países representados na JMJ, agrupados por continentes.
Após a cerimónia de boas-vindas, o Papa regressa à sede arquidiocesana de Cracóvia, a sua residência nesta viagem de cinco dias, até domingo.
www.agencia.ecclesia.pt

28 de julho de 2016

AVIÃO MOVIDO A ENERGIA SOLAR COMPLETOU VOLTA AO MUNDO



Um psiquiatra explorador, um engenheiro empreendedor e uma equipe multidisciplinar unidos por um sonho: dar a volta ao mundo com um avião movido a energia solar.
A façanha histórica foi alcançada quando o avião Solar Impulse II pousou no aeroporto internacional de Abu Dhabi às 4h05 da terça-feira, mesmo local de onde partiu em março de 2015 para uma aventura que extrapolou as fronteiras da energia renovável no mundo.
Alternando o comando da aeronave, Bertrand Piccard e André Borschberg percorreram uma distância acumulada de 43.041 quilômetros sem combustível, algo inédito no setor energético. Em números, a travessia do Solar Impulse se resume a 17 voos e 558 horas e 6 minutos de tempo de voo total ao redor do mundo.
As 17 mil células fotovoltaicas nas suas asas captam energia do sol e geram eletricidade, que pode ser armazenada nas suas baterias durante o dia, permitindo que o avião voe à noite.
A aeronave sobrevoou o mar de Arábia, Índia, Mianmar e China, os oceanos Pacífico e Atlântico, os Estados Unidos, o sul da Europa e o norte da África, numa jornada que rendeu belas imagens.
exame.abril.com.br

27 de julho de 2016

SACERDOTE ASSASSINADO EM FRANÇA DURANTE A MISSA



Dois homens armados entraram hoje numa igreja nos arredores de Rouen, norte de França, e barricaram-se no local com vários reféns, tendo assassinado um sacerdote antes de serem abatidos pela polícia.
O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, adiantou aos jornalistas que o Papa Francisco foi informado do acontecimento e se associou "à dor e ao horror perante esta violência absurda".
O Papa condena "radicalmente qualquer forma de ódio" e reza pelas pessoas atingidas, acrescentou.
Entre os reféns estavam um sacerdote, duas religiosas e dois leigos, reunidos para a celebração da Missa.
O presidente francês, François Hollande, deslocou-se a Saint-Etienne-du-Rouvray horas depois do incidente, para manifestar a sua “dor e tristeza” perante este “cobarde assassinato” cometido por “dois terroristas”.
"Temos de combater o Estado Islâmico com todos os meios", disse aos jornalistas.
O chefe de Estado francês manifestou o seu apoio à família do sacerdote que terá sido degolado e a “todos os católicos franceses”.
“Devemos estar juntos, foram todos os católicos e todos os franceses que sofreram", assinalou.
O sacerdote assassinado era o padre Jacques Hamel, octogenário, havendo ainda um ferido em estado crítico.
D. Dominique Lebrun, arcebispo de Rouen, que se encontra na Polónia a acompanhar a Jornada Mundial da Juventude, lamentou o ataque contra a igreja e anunciou o seu regresso a França para acompanhar a comunidade paroquial "em choque".
Segundo este responsável, a Igreja Católica "não pode usar outras armas que a oração e a fraternidade entre os homens".
"Convido os jovens a não baixar os braços perante a violência e a tornar-se apóstolos da civilização do amor", conclui, numa mensagem enviada à Agência ECCLESIA.
O Papa Francisco dirigiu uma mensagem de condolência a D. Dominique Lebrun, manifestando a sua “proximidade espiritual” a todos os que foram afetados por este ataque, com orações pelo falecido padre Jacques Hamel.
“O Santo Padre está particularmente perturbado por este ato de violência que ocorreu numa igreja durante uma Missa, ação litúrgica que implora a Deus a paz para o mundo”, refere o telegrama de condolências, enviado através do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin.
Francisco reza para que Deus “inspire a todos pensamentos de reconciliação e fraternidade, nesta nova provação”.
O primeiro-ministro de França, Manuel Valls, manifestou o seu "horror perante o ataque bárbaro" desta manhã" e deixou uma palavra de solidariedade aos católicos do país, numa mensagem divulgada através do Twitter.
www.agencia.ecclesia.pt

25 de julho de 2016

'PEQUENOS ARTISTAS' / MUSEU DE LAMAS NA VIAGEM MEDIEVAL DE SANTA MARIA DA FEIRA


Espaço temático alusivo à cortiça. Arte e cultura do reinado de D. Dinis numa exposição de réplicas em cortiça de esculturas medievais do Museu de Santa Maria de Lamas.
Local: alameda de acesso ao Castelo

› Exposição Tátil “Arte Medieval” e Loja
Núcleo expositivo com réplicas em aglomerado de cortiça de três esculturas de cronologia medieval do espólio de arte sacra do Museu. Todos são convidados a contemplar, através do olhar ou do toque, os volumes e as linhas destes exemplos que marcam a arte e o culto medieval na Península Ibérica e na Europa. Esta exposição culmina com a apresentação de uma réplica do Castelo de Santa Maria da Feira - modelada em aglomerado de cortiça - na qual pode também apreciar e adquirir uma linha de objetos em cortiça, especificamente associados à temática da Viagem Medieval, totalmente idealizados e manufaturados no Museu.

Horário 15h00 às 20h30
gratuito

› Hora do Conto – Viagem ao Reinado de D. Dinis
O público é convidado a integrar o elenco desta viagem especial. O cenário e a caracterização das personagens são realizados com recurso a objetos e acessórios em aglomerado de cortiça.

Horário 28 e 30 julho | 1, 3 e 5 agosto – 16h00 e 18h00
Lotação mínimo 8 participantes | máximo 15 participantes
Preço 1 Eur.

› Oficinas de expressão plástica
O público transforma-se em artista e cria acessórios medievais. Espadas, escudos, coroas, grinaldas ou joias. Tudo em cortiça. Encarna uma personagem e leva uma recordação para casa.
Horário 15h00 às 20h30
Idade recomendada 3 aos 15 anos | famílias
Preço 2 Eur.

24 de julho de 2016

17º DOMINGO DO TEMPO COMUM



Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
– Lc 11,1-13 - 

Naquele tempo,
Estava Jesus em oração em certo lugar.
Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos:
«Senhor, ensina-nos a orar,
como João Baptista ensinou também os seus discípulos».
Disse-lhes Jesus:
«Quando orardes, dizei:
‘Pai,
santificado seja o vosso nome;
venha o vosso reino;
dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência;
perdoai-nos os nossos pecados,
porque também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende;
e não nos deixeis cair em tentação’».
Disse-lhes ainda:
«Se algum de vós tiver um amigo,
poderá ter de ir a sua casa à meia-noite, para lhe dizer:
‘Amigo, empresta-me três pães,
porque chegou de viagem um dos meus amigos
e não tenho nada para lhe dar’.
Ele poderá responder lá de dentro:
‘Não me incomodes;
a porta está fechada,
eu e os meus filhos estamos deitados
e não posso levantar-me para te dar os pães’.
Eu vos digo:
Se ele não se levantar por ser amigo,
ao menos, por causa da sua insistência,
levantar-se-á para lhe dar tudo aquilo de que precisa.
Também vos digo:
Pedi e dar-se-vos-á;
procurai e encontrareis;
batei à porta e abrir-se-vos-á.
Porque quem pede recebe;
quem procura encontra
e a quem bate à porta, abrir-se-á.
Se um de vós for pai e um filho lhe pedir peixe,
em vez de peixe dar-lhe-á uma serpente?
E se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á um escorpião?
Se vós, que sois maus,
sabeis dar coisas boas aos vossos filhos,
quanto mais o Pai do Céu
dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!».

23 de julho de 2016

MAIORES VELEIROS DO MUNDO EM LISBOA



A Tall Ship Races 2016 está neste fim de semana em Lisboa, com as embarcações abertas à visita (gratuita) do público. Organização espera um milhão de visitantes
Mais habituada aos cruzeiros, Santa Apolónia vai ter neste fim de semana visitantes menos usuais - os maiores veleiros do mundo vão estar nas águas do Tejo, abertos à visita do público. Quatro anos depois, a Tall Ships Races volta a Lisboa e as expectativas estão altas. A organização espera cerca de um milhão de visitantes.
Aquele que é o maior festival náutico gratuito da Europa traz a Lisboa 60 veleiros de 15 nacionalidades e 5000 tripulantes. "Neste ano batemos vários recordes", diz João Lúcio, presidente da Aporvela - Associação Portuguesa de Treino de Vela, entidade que coorganiza o Tall Ship Races Lisboa 2016. "Temos a maior frota de sempre, temos navios de 15 bandeiras diferentes e conseguimos embarcar nestes veleiros cerca de 500 jovens portugueses", sublinha ao DN.
Entre os participantes estão seis navios nacionais, caso do Creoula, da Marinha, do Santa Maria Manuela ou da Vera Cruz, uma réplica exata das antigas caravelas portuguesas.
A Tall Ship Races saiu de Antuérpia (Bélgica) a 7 de julho. Após a paragem em Lisboa prossegue, na segunda-feira, para a cidade espanhola de Cádis, e termina na Corunha, no Norte de Espanha, onde os veleiros ficarão de 11 a 14 de agosto.
Uma das especificidades da Tall Ship Races é o facto de as tripulações dos veleiros terem de ser constituídas, obrigatoriamente, com "50% de jovens entre os 15 e os 25 anos - é uma premissa que existe desde a primeira regata". Ou seja, ao núcleo de tripulação dos veleiros juntam-se, a cada etapa da prova, grupos de jovens voluntários. O presidente da Aporvela, entidade que tem por missão promover a ligação das pessoas - em particular dos mais jovens - ao mar, sublinha a ligação de Lisboa à regata. "Esta ideia começou há 60 anos e a primeira regata foi de Torbay [Reino Unido] para Lisboa, foi a primeira capital do mundo a receber veleiros. Foi uma ideia do embaixador português em Londres, Teotónio Pereira." A iniciativa teve "um sucesso tão grande" que se repetiu, conta João Lúcio. Neste ano, um dos objetivos passa também por promover Lisboa como Capital Europeia do Atlântico.
Ao longo de 1,5 quilómetros, de Santa Apolónia ao Terreiro do Paço, ficará instalado até segunda-feira o Passeio dos Sete Mares - o recinto que será o grande palco do festival náutico e a partir do qual se poderá subir a bordo dos veleiros, e que estará aberto ao público entre as dez e a uma da manhã. Um "recinto de entrada livre", sublinha João Lúcio, acrescentando que também as "embarcações vão estar abertas gratuitamente à visita do público".
À espera de cerca de um milhão de visitantes, a organização recomenda vivamente que o acesso seja feito através de transportes públicos, dado não só tratar-se de uma zona com pouco estacionamento, mas sobretudo devido às obras que se estendem pela frente ribeirinha e que provocam condicionamentos no trânsito desde o Campo das Cebolas até ao Cais Sodré. No domingo à tarde, a partir das 15.00, as tripulações dos veleiros juntam-se num desfile desde a Praça dos Restauradores até à Praça do Município. À noite haverá um espetáculo de fogo-de-artifício. Na segunda-feira, a partir das 15.00, será o desfile náutico no Tejo, com a partida dos veleiros em direção a Cádis.
O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, já disse que este é o maior "evento na cidade em 2016". A autarquia, que a par da Administração do Porto de Lisboa e do Lisbon Cruise Terminals, é uma das entidades organizadoras, já estimou que a iniciativa deverá gerar um impacto económico de cerca de dez milhões de euros na capital portuguesa. Na apresentação da iniciativa, na semana passada, Fernando Medina destacou, no entanto, que a grande mais-valia da passagem da regata por Lisboa não é a questão económica, mas a "projeção da cidade". "Vai ser televisionado por milhões de pessoas em todo o mundo. Tem esta capacidade de nos aproximar mais do mar, do Tejo e de corresponder a essa ambição identitária que as pessoas sentem", disse então o autarca.
Terminado a Tall Ship Races 2016, e porque as cidades "têm de se candidatar com um mínimo de quatro anos de antecedência" e se "digladiam para atrair estes navios", o presidente da Aporvela garante que o próximo passo será avançar com a candidatura à edição de 2020 do evento.
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22 de julho de 2016

VIAGEM DO PAPA À POLÓNIA ENTRE O SILÊNCIO EM AUSCHWITZ E A ALEGRIA NAS JORNADAS MUNDIAIS DA JUVENTUDE



A viagem de Francisco à Polónia, de 27 a 31 de julho, para as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), vai ser dominada pela alegria de dois milhões de jovens e o silêncio do papa em Auschwitz e Birkenau.
Francisco, que não conhece a Polónia, vai celebrar cerimónias como a vigília e a missa no Campus da Misericórdia, um local criado para a ocasião, onde a organização espera receber a presença de entre milhão e meio e dois milhões de jovens, anunciou esta quarta-feira em conferência de imprensa o porta-voz do Vaticano.
De acordo com o porta-voz da Conferência Episcopal Polaca, presente no encontro com os jornalistas, estão oficialmente inscritas 335 mil pessoas, oriundas de todo o mundo, mas muitos vão para a Polónia por conta própria.
Federico Lombardi, que acompanha pela última vez o papa antes de se retirar, em agosto, afirmou que Francisco chega ao aeroporto João Paulo II de Cracóvia, às 16:00 (15:00 em Lisboa) no dia 27, seguindo para o palácio de Wawel para um encontro com as autoridades polacas.
No local, pronuncia o primeiro discurso da visita e reúne-se com o Presidente polaco, Andrzej Duda. Em seguida, o papa é recebido na catedral da cidade pelo cardeal-arcebispo de Cracóvia, Stanislaw Dziwisz, antigo secretário de João Paulo II.
Naquela catedral decorre um encontro informal, sem discursos e à porta fechada, com os bispos locais.
A novidade desta viagem é a saudação do papa, todas as tardes, a partir de uma janela do arcebispado, onde fica alojado.
Em outras ocasiões, a saudação do papa aos presentes era algo espontâneo, mas agora foi decidido organizar estas saudações e todas as tardes, além das pessoas que esperam ver Francisco, um grupo de peregrinos será convidado a estar presente, como doentes ou recém-casados.
No dia seguinte, o papa viaja de helicóptero para o santuário de Jasna Gora, em Czestochowa, local de veneração da Virgem negra, da qual João Paulo II era muito devoto.
No santuário de Czestochowa, um dos mais visitados pelos fiéis polacos, o papa celebra uma missa por ocasião dos 1050 anos do batismo da Polónia.
Este dia termina com o regresso a Cracóvia e, no parque Jordan, Francisco tem um primeiro encontro com os jovens participantes nas JMJ. Para chegar a este local, o papa vai usar um elétrico ecológico, onde viaja na companhia de algumas crianças com deficiência.
Na sexta-feira, dia 29 de julho, o papa lembra o holocausto, com uma visita de cerca de duas horas aos campos da morte nazis de Auschwitz e Birkenau.
Mais de um milhão de pessoas morreram nestes campos, onde Francisco, ao contrário dos antecessores que visitam estes locais, decidiu manter-se em silêncio.
O papa encontra-se com dez sobreviventes do holocausto e com 25 Justos entre as Nações, não-judeus que puseram a vida em risco para salvar judeus do extermínio nazi durante a Segunda Guerra Mundial.
Em Auschwitz, o papa argentino percorre os lugares que lembram São Maximiliano Kolbe, o sacerdote polaco que morreu no campo depois de se oferecer para tomar o lugar de outra pessoa.
Francisco vai rezar na cela onde o santo polaco morreu de fome e Lombardi lembrou que nesse dia se assinalam os 75 anos da condenação de Kolbe à morte.
As únicas palavras do papa vão ficar escritas no livro de honra do campo, acrescentou.
No mesmo dia, visita ainda o hospital pediátrico de Prokocim e à noite celebra uma Via Sacra com os jovens no parque Jordan.
No sábado, Francisco visita o convento onde está enterrada Santa Faustina Kowalska, deslocando-se, em seguida, ao santuário da Divina Misericórdia para confessar alguns jovens e celebrar missa na nova igreja dedicada a João Paulo II.
Depois de um almoço com 12 jovens, em representação dos cinco continentes, no arcebispado, o papa celebra uma vigília de oração com os jovens a quem dedicará o seu discurso, no Campus da Misericórdia.
No domingo celebra uma missa e, à tarde, encontra-se com os voluntários na arena Tauron antes de regressar a Roma, onde aterra às 20h30 (19h30 em Lisboa).
O porta-voz do Vaticano afirmou que a questão da segurança não preocupa a organização da visita do papa, e os preparativos decorrem com total “normalidade e tranquilidade”.
A 31.ª JMJ tem como tema “Bem-aventurados os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia” e deverá contar com a participação de cerca de sete mil jovens portugueses, de acordo com a agência Ecclesia.
observador.pt

21 de julho de 2016

O QUE É O POKÉMON GO?



O jogo que tomou de assalto os smartphones de todo o mundo não requer muita preparação. Conhece dicas úteis para começar...
Duas semanas após o lançamento, o Pokémon Go está a crescer a níveis sem precedentes na história dos jogos para telemóveis: a app é instalada a um ritmo de quatro a cinco milhões por dia. Algumas consultoras apontam para várias dezenas de milhões de jogadores - 26 milhões só nos EUA. À medida que chega a mais países, maior é a loucura com o título da Pokémon Company e da Niantic, empresas em que a Nintendo tem participações. Mas por onde começa quem nunca jogou Game Boy?

O conceito
O Pokémon Go é um jogo de realidade aumentada, que usa a tecnologia do Google Maps, a base de dados da Niantic, e o GPS e a câmara do smartphone do utilizador. Depois de descarregar a app da App Store ou Google Play, o jogador personaliza o seu avatar e torna-se um treinador de Pokémon. A missão é explorar o mundo real com uma "mochila" virtual às costas, onde leva bolas (Pokéballs) para apanhar os Pokémon.

As criaturas
No início, terás a oportunidade de apanhar uma de três criaturas: Squirtle, Bulbasaur ou Charmander. O interessante é que quando esbarra com a criatura, a câmara do smartphone abre-se e mostra-a sobreposta à realidade. Verá o Pokémon à sua frente na estrada, numa escada ou em cima de um arbusto. Esta componente de realidade aumentada pode ser desligada (no botão "AR"), mas é aquilo que torna o jogo interessante. É por isso que tem havido tantos alertas: não estar sempre a olhar para o ecrã, ter cuidado a atravessar estradas, não jogar a conduzir, e fazer caçadas em grupo, porque há criminosos que estão a atrair jogadores para os assaltarem.

Como jogar
Durante as excursões, haverá Pokémon a saltar-te ao caminho, e tens de lhes acertar com a Pokéball. Recebes então pontos como treinador e vais passando de nível. No entanto, tens de andar - nas ruas do bairro, em parques, no meio da cidade. Eles não estão todos juntos à espera de serem capturados. No canto inferior direito, verás uma barra com figuras e pegadas; se clicares numa delas, terás mais possibilidades de a atrair.

Captura dá pontos
Quando capturas um Pokémon novo, recebse mais pontos e este é registado no Pokédex, o dicionário das criaturas. Ao clicar no botão "home", poderás ver quantos e quais apanhaste, o conteúdo da mochila e o que está disponível na loja - a forma como o jogo faz dinheiro é vendendo itens que ajudam a progredir mais rapidamente.
Enquanto caminhas, irás ver pontos azuis no mapa virtual, PokéStops. Quando chegas perto o suficiente, estes pontos de interesse permitem fazer girar a roda com o dedo e obter mais itens: bolas, incenso, poções, remédios, incubadoras, ovos. Estes itens serão depositados na mochila.

Objetivo do jogo
Quando chegares ao nível 5 terás dezenas de Pokémon. Cada vez que apanhas um, por exemplo um Sandshrew, recebes "rebuçados" e "stardust" para esta espécie. Cada criatura tem um valor diferente. CP é "combat power", e quanto mais elevado melhor. Este valor será essencial quando começares a ir aos "ginásios", estruturas onde cada treinador põe os seus Pokémon a lutar com outros para tentar liderar o local. Se lançares um ataque a um ginásio com um Pokémon com baixo CP, ele será derrotado e vai ficar ferido. É aqui que entram os itens: o remédio "revive" acorda um Pokémon desmaiado e a poção trata feridas.

Podem evoluir
É possível incrementar o CP do Pokémon. O mais simples é "power up": usa os rebuçados e o "stardust" e ele ficará mais forte. Mas faz mais sentido primeiro fazer evoluir a criatura e só depois dar-lhe "esteroides". Quando clica em "evoluir", a criatura transforma-se noutra - por exemplo, um Geodude evolui para um Graveler. Precisas é de muitos rebuçados, que se obtêm apanhando mais Pokémon da mesma espécie. Também pode trocar Pokémon com outros jogadores.
Outra forma de ter Pokémon poderosos é incubando ovos, o que se consegue caminhando 10 quilómetros (os de 2 e 5 são mais fracos). Não se sabe ao certo quantos níveis há, mas a partir do 20.º é muito mais difícil passar ao próximo. Sabe-se é que a Niantic está a preparar novidades, como a possibilidade de lutar contra Pokémon de outros jogadores e de usar wearables associados ao jogo. Agora, é só ir para a rua e apanhá-los a todos.
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20 de julho de 2016

DOIS ATORES VIRÃO À LIVRARIA LELLO NO PORTO LANÇAR NOVO LIVRO



Dois atores dos filmes "Harry Potter" estarão presentes no dia 30 no lançamento mundial do novo livro de J.K. Rowling na Livraria Lello, no Porto.
O ator que veste a pele de Rúbeo Hagrid é o inglês de 66 anos Robbie Coltrane. Quanto à personagem de Severo Snape, outro ator será escolhido uma vez que Alan Rickman, o pérfido Snape nos oito filmes da saga cinematográfica, morreu em janeiro com 69 anos.
"O evento está a ser viral e estamos com imensos subscritores de todo o país e do estrangeiro", disse Mariana Peres, assessora da Lello, que criou uma página no Facebook para o evento especial e que, na terça-feira, contava já com mais de cinco mil subscritores.
A Livraria acolhe o lançamento mundial do livro "Harry Potter and the Cursed Child - Parts I & II", abrindo à meia-noite do dia 30 - nesse dia a entrada é grátis -, para que os fãs possam adquirir a edição em inglês em primeira mão.
A data é simbólica: 31 de julho é dia de aniversário de J.K. Rowling, a escritora que criou Potter, e também é o dia de anos do pequeno feiticeiro. A escolha do Porto também não é ocasional: a Invicta já havia inspirado a autora da saga, que entre 1991 e 1993 viveu na cidade e foi lá que escreveu os primeiros rascunhos de "Harry Potter e a Pedra Filosofal", que viria a ser lançado em 1997. J.K. inspirou-se em vários aspetos do Porto, como as escadas da Lello, os trajes académicos e o Café Majestic.
A Lello vai organizar uma festa com "personagens, poções mágicas, bebidas, fotos com as personagens e surpresas para animar novos e velhos "potterheads" [fãs de Potter].
"Harry Potter and the Cursed Child" foi desenvolvido por J. K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany, oficialmente a oitava história da série, irá retratar os 19 anos que se seguiram após o final de "Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 2".
A história já foi representada numa peça de teatro no West End, em Londres, cujo guião foi agora transposto para o papel em versão livro. Um dos protagonistas da história é Albus Severus Potter, filho do famoso Harry Potter e de Ginny Weasley.
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PARA DESCONTRAIR E... SORRIR!



Professor: O que devo fazer para repartir 11 batatas por 7 pessoas?
Aluno: Puré de batata, senhor professor.

Professora: “Chovia”, que tempo é?
Aluno: É tempo muito mau, senhora professora.

Professor: Pode dizer-me o nome de cinco coisas que contenham leite?
Aluno: Sim, senhor professor: Um queijo e quatro vacas.

Aluno: "Stora", alguém pode ser castigado por uma coisa que não fez?
Professora: Não!
Aluno: Fixe. É que eu não fiz os trabalhos de casa.

Professora: Manuel, diga o presente do indicativo do verbo caminhar.
Manuel: Eu caminho... tu caminhas... ele caminha...
Professora: Mais depressa!
Manuel: Nós corremos, vós correis, eles correm!

Professor: De onde vem a eletricidade?
Aluno: Do Jardim Zoológico!
Professor: Do Jardim Zoológico?
Aluno: Pois! O meu pai, quando falta a luz em casa, diz sempre: "Aqueles camelos...".

Professor: Quantos corações temos nós?
Aluno: Dois, senhor professor.
Professor: Dois!?
Aluno: Sim, o meu e o seu!
.
Dois alunos chegam tarde à escola e justificam-se:
1º Aluno: Acordei tarde, senhor professor! Sonhei que fui à Polinésia e demorou muito a viagem.
2º Aluno: E eu fui esperá-lo ao aeroporto!

Professor: Maria, aponta no mapa onde fica a América do Norte.
Maria: Aqui está.
Professor: Correto. Agora turma, quem descobriu a América?
Turma: A Maria.

Professor: João, menciona uma coisa importante que exista hoje e que não havia há 10 anos atrás.
João: Eu!

Professor: Ricardo, se és tu a cantar, dizes: "eu canto". Ora bem, se é o teu irmão que canta, como é que dizes?
Ricardo: Cala a boca, Alberto!

Professora: Francisco, porque é que andas sempre tão sujo?
Francisco: Bem, estou muito mais perto do chão do que a Sr.ª Professora.

Professora: Simão, diz-me sinceramente, rezas antes de cada refeição?
Simão: Não professora, não preciso. A minha mãe é uma boa cozinheira.

Professora: Artur, a tua composição "O Meu Cão" é exatamente igual ao do teu irmão. Copiaste-a?
Simão: Não. O cão é que é o mesmo.

Professora: Bruno, que nome se dá a uma pessoa que continua a falar, mesmo quando os outros não estão interessados?
Bruno: Professora

Depois de ter apanhado um aluno em falta...
Professora (irritada): Igor, achas que sou burra ou queres fazer de mim burra? Igor: A primeira opção, professora.

Um aluno de Direito a fazer uma prova oral
Professor: O que é uma fraude?
Aluno: É o que o Sr. Professor está a fazer.
Professor muito indignado: Ora essa, explique-se...
Aluno: Segundo o Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar!

19 de julho de 2016

RICARDO QUARESMA RECEBEU O SACRAMENTO DO BATISMO



Ricardo Quaresma recebeu no final da manhã deste domingo o sacramento do batismo juntamente com os seus dois filhos, Ricardo e Kauana. Cerimónia realizou-se em Sintra e contou com a presença de Eliseu e Carlos Martins
Precisamente uma semana depois de se sagrar campeão da Europa pela seleção portuguesa de futebol, Ricardo Quaresma realizou outro sonho antigo. O futebolista foi batizado este domingo, na Igreja de Pero Pinheiro, em Sintra, juntamente com os dois filhos, Ricardo de três anos, e Kauana, de sete meses.
Os futebolistas Eliseu, que também integrou o lote dos 23 convocados por Fernando Santos para o Euro 2016, e Carlos Martins foram alguns dos ilustres convidados que assistiram ao momento em que o internacional português e os dois filhos receberam o sacramento.
Foi o próprio quem anunciou através do seu blogue que este é "um dia muito importante" na sua vida. Ao lado de Ricardo Quaresma, de 32 anos, esteve a companheira, Dafne, que foi a responsável pelos preparativos da festa, uma vez que o futebolista apenas regressou a Portugal na passada segunda-feira, dia 11, depois de ter sido campeão da Europa. No batizado, que durou cerca de 40 minutos, também esteve presente Ariana, a filha mais velha de Quaresma, fruto da sua anterior relação com Cátia Costa.
Terminada a cerimónia e antes de seguir para a festa, Ricardo Quaresma lançou pombas brancas da varanda da igreja. Instantes depois surgiu um grupo de "motards", que felicitou o jogador.
www.jn.pt

18 de julho de 2016

PORTUGAL SAGROU-SE CAMPEÃO EUROPEU DE HÓQUEI EM PATINS



Portugal é campeão europeu de hóquei em patins, depois de ter vencido a Itália este sábado por 6-2 e de ter estado a perder durante metade da partida, no pavilhão de Oliveira de Azeméis, no mesmo campo onde a seleção tinha conquistado o título mundial em 2013. Diogo Rafael marcou dois golos; Reinaldo Ventura, Rafa, João Rodrigues e Helder Nunes marcaram um golo cada.
Antes da final, a equipa nacional tinha vencido a Suíça por 8-0, nas meias finais, e a Inglaterra por 12-0, nos quartos de final. A seleção portuguesa procurava reconquistar o título europeu desde 1998, último ano em que tinha vencido o torneio. Com 21 campeonatos europeus ganhos, Portugal é o país com mais títulos, deixando a Espanha, com 16, em segundo lugar (e que ficou em terceiro lugar neste campeonato). A Itália era a campeã em título.
No final do jogo, Diogo Rafael, um dos jogadores, dizia à RTP: “Portugal está de parabéns. Da primeira para a segunda parte a bola entrou. Fomos melhores na segunda parte. Fizemos um excelente campeonato, superiores a todas as equipas. É um sonho concretizado. Felizmente conseguimos outra vez em Oliveira.”
Luís Sénica, selecionador nacional, elogiou a “coragem destes jogadores contra uma equipa cínica”. Falou de um grupo de “brilhantes jogadores”. Disse ainda que “eles foram o segredo, a humanidade desta equipa, é uma alegria tremenda”.
O capitão da equipa, João Rodrigues falou num “objetivo de vida cumprido, um sonho que tenho desde criança. O primeiro de muitos títulos, o futuro é risonho. E foi o melhor ano da minha carreira.”
Já Reinaldo Ventura, o jogador mais antigo da seleção, com 38 anos, afirmou: “Sabia que não ia ser fácil e não foi. Conseguimos dar esta resposta. Não entrámos muito bem mas insistimos e conseguimos a vitória. Era o troféu que me faltava e é um ano que jamais vou esquecer”.
Também à RTP, o Presidente da Federação Portuguesa de Patinagem admitiu que este título “é um marco, uma boa semente para o futuro”. “A partir deste momento”, continuou o dirigente, “vamos dominar o hóquei em Portugal”. Fernando Claro falou ainda num “ano importante para a nossa modalidade, nos clubes e na seleção, mas também para todo o desporto nacional”.
O Presidente da República felicitou a seleção nacional de hóquei em patins, que se sagrou campeã europeia, e irá receber os jogadores na terça-feira à tarde no Palácio de Belém, segundo uma nota divulgada na página oficial.
“O Presidente da República felicita a seleção nacional de hóquei em patins, que se consagrou esta noite campeã europeia da modalidade”, lê-se numa breve nota publicada na página oficial da Presidência na internet.
Marcelo Rebelo de Sousa receberá a equipa no Palácio de Belém na próxima terça-feira à tarde, acrescenta o Palácio de Belém.
observador.pt

17 de julho de 2016

16º DOMINGO DO TEMPO COMUM



Evangelho de Nosso senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 10,38-42)

Naquele tempo,
Jesus entrou em certa povoação
e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa.
Ela tinha uma irmã chamada Maria,
que, sentada aos pés de Jesus,
ouvia a sua palavra.
Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço.
Interveio então e disse:
«Senhor, não Te importas
que minha irmã me deixe sozinha a servir?
Diz-lhe que venha ajudar-me».
O Senhor respondeu-lhe:
«Marta, Marta,
andas inquieta e preocupada com muitas coisas,
quando uma só é necessária.
Maria escolheu a melhor parte,
que não lhe será tirada».

16 de julho de 2016

CONTO 'A ÁRVORE QUE DAVA NOVE FRUTOS DIFERENTES'



'O avô Joaquim era daquelas pessoas com fama de agarrado ao dinheiro e que jamais alguém o vira a dar um presente ou uma esmola. Cauteloso e pragmático, passava os seus dias na agricultura e comprava apenas o que fosse essencial para a sobrevivência. A sua única preocupação era não ter que depender de ninguém na sua velhice e, por isso, acumulava todo o dinheiro que pudesse e que conseguia através da venda dos produtos da terra.
A sua mulher resmungava muitas vezes com ele por causa da sua forretice. Não davam um passeio, não iam de férias, não gozavam a vida e não passavam quase tempo nenhum com a filha que casara e lhes dera um netinho há um ano.
Um dia, o ancião, farto de ouvir as lamúrias da mulher, da filha e do genro, decidiu oferecer ao neto o melhor dos presentes que poderia existir. Pensou, pensou e voltou a pensar e tomou a sua opção. Ia oferecer-lhe uma árvore.
O avô Joaquim, além de batatas, cebolas, cenouras, couves e muitas outras coisas mais que cultivava, gostava muito de árvores de fruto. Tinha o mais viçoso pomar da aldeia e a quantidade enorme de frutos que conseguia era a menina dos seus olhos.
Lembrava-se muitas vezes de uma frase de Confúcio que dizia que se quiséssemos ter prosperidade por um ano, devíamos cultivar grãos, se quiséssemos ter êxito por dez devíamos cultivar árvores mas para conseguir sucesso por cem anos devíamos cultivar gente. E recordava, ainda, de uma ideia de Virgílio que dizia que os netos colheriam os frutos das nossas árvores.
Então, decidiu plantar no centro do jardim e bem em frente à sua casa uma pequena árvore de fruto que foi buscar ao seu pomar. Era um pessegueiro. Cuidou dele incansavelmente e com toda a ternura do mundo durante uns três anos e jamais partilhou com ninguém o projeto que tinha em mente.
Durante esse tempo, pesquisou, estudou e experimentou e nos meses mais adequados começou a realizar o seu audacioso e engenhoso sonho. Selecionou as árvores de fruto pretendidas e retirou-lhes os galhos que iriam unir-se aos ramos do pessegueiro do jardim através da técnica do enxerto. Optou nalguns casos pela enxertia de fenda e noutros pela enxertia de encosto.
O avô Joaquim sabia que para o sucesso daquelas delicadas operações devia usar garfos e ramos do porta-enxerto que tivessem o mesmo diâmetro. Uma vez juntos, a união era consolidada com ráfia natural, a extremidade do enxerto era isolada com material isolante e para isolar as feridas, utilizava cera vegetal.
Com uma paciência e uma sabedoria extraordinárias, o avô Joaquim esperava que a natureza fizesse a sua parte e, passados uns meses, dos ramos da árvore foram desabrochando pêssegos, damascos, ameixas, cerejas, nectarinas, azeitonas, tâmaras, abacates e mangas. Uma única árvore oferecia nove frutos diferentes e um extraordinário e diversificado colorido era oferecido a toda a gente ao longo de todo o ano.
A mulher do avô Joaquim estava sem palavras, bem como a filha, genro e neto. Nunca tinham visto nem ouvido falar de fenómeno semelhante mas a verdade é que todos estavam admirados e maravilhados com aquela notável obra de arte da natureza cujo escultor fora o próprio avô Joaquim. A vizinhança e gente de muito longe vinha apreciar a árvore dos nove frutos porque contado ninguém acreditava.
Quando o neto do avô Joaquim fez seis anos, como de costume, houve festa na casa dos avós. Como sempre, muitos foram os presentes e, como habitualmente, o avô Joaquim não dera nada ao neto. No entanto, nesse dia, o avô Joaquim tomou a palavra e disse:
- Bruno, nunca te dei nada… mas este ano, tenho um presente para ti. Esta árvore que cultivei e que tem muitos frutos diferentes é para ti.
O menino e todos os demais ficaram surpreendidos com as palavras do avô Joaquim e achavam estranho como é que uma árvore podia ser um presente de aniversário. Então, ele explicou:
- Se todas as pessoas do mundo plantassem uma árvore o planeta estaria salvo… Diz uma lenda chinesa que as amizades verdadeiras são como árvores de raízes profundas pois nenhuma tempestade as consegue arrancar. Não é que as raízes desta árvore sejam muito profundas mas são o suficiente para vos dizer a todos que o afeto que por vocês sinto é muito grande, mesmo que pareça que não o demonstre… uma vida sem amor é como uma árvore sem flores e sem frutos… Que esta árvore que hoje ofereço ao Bruno simbolize a vida que tem que dar frutos para que tenha sentido e represente os nove frutos do Espírito Santo.
Todos ficaram muito sensibilizados com as palavras do avô Joaquim, apesar de não terem percebido bem a ideia dos frutos do Espírito Santo. Então, ele explicou, enquanto retirava cuidadosamente um pêssego da árvore:
- Este pêssego poderia simbolizar a Caridade… ‘A caridade é paciente, a caridade é benigna, não é invejosa; a caridade não se ufana, não se ensoberbece, não é inconveniente, não procura o seu interesse, não se irrita, não suspeita mal, não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta’.
Depois, retirou um damasco e disse:
- Este damasco poderia simbolizar a Alegria… ‘Saber encontrar a alegria na alegria dos outros, é o segredo da felicidade’… ‘A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira’… ‘A alegria e o sofrimento são inseparáveis como compassos diferentes da mesma música’... ‘A alegria não está nas coisas, mas em nós’.
De seguida, puxou uma ameixa e disse:
- Esta ameixa poderia simbolizar a Paz… ‘A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos’… ‘A paz do coração é o paraíso dos homens’… ‘Não se pode manter a paz pela força, mas sim pela concórdia’… ‘Aqueles que estão livres de pensamentos rancorosos certamente encontram a paz’.
Posteriormente, recolheu uma cereja e disse:
- Esta cereja poderia simbolizar a Paciência… ‘A paciência é a mais heroica das virtudes, justamente por não ter nenhuma aparência heroica’… ‘A paciência é a fortaleza do débil e a impaciência a debilidade do forte’... ‘Não há lugar para a sabedoria onde não há paciência’… ‘A paciência é amarga, mas seu fruto é doce’.
Depois, pegou numa nectarina e disse:
- Esta nectarina poderia simbolizar a Benignidade… ‘Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao pescoço; escreve-as na tábua do teu coração e acharás graça e boa compreensão diante de Deus e dos homens’… ‘A benignidade é a essência da vida e a verdade a essência do caráter’.
De seguida, agarrou numa azeitona e disse:
- Esta azeitona poderia simbolizar a Bondade… ‘Todo o azedume, animosidade, cólera, gritaria e maledicência, se elimine do meio de vós, bem como toda a espécie de maldade. Sede bondosos, compassivos uns com os outros e perdoai-vos mutuamente, como também Deus vos perdoou em Cristo’… ‘Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz’.
Posteriormente, apanhou uma tâmara e disse:
- Esta tâmara poderia simbolizar a Fidelidade… ‘Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos’... ‘A fidelidade não é uma escolha e nem um sacrifício, ela é uma verdade’… ‘É na adversidade que se prova a fidelidade’... ‘Quando se ama, a fidelidade nada custa’.
Depois, recolheu um abacate e disse:
- Este abacate poderia simbolizar a Mansidão… ‘Vinde a Mim, todo os que estais cansados e oprimidos, e aliviar-vos-ei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis alívio para as vossas almas, pois o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve’… ‘Manter a tranquilidade é conquistar a mansidão’.
Finalmente, agarrou numa manga e disse:
- Esta manga poderia simbolizar a Temperança… ‘A temperança é um dos maiores prazeres’… ‘A primeira vítima da falta de temperança é a própria liberdade’... ‘A temperança é essa moderação pela qual permanecemos senhores dos nossos prazeres em vez de escravos’.
Todos estavam boquiabertos com as palavras sábias do avô Joaquim e com a fé que demonstrara ao referir-se aos dons do Espírito Santo. Afinal, ele oferecera ao Bruno o mais belo presente que poderia ter dado. Dera-se a si próprio ao cultivar o seu próprio presente e ao testemunhar os seus valores e convicções para a vida do neto.
A avó do Bruno disse, então:
- Que grande e inesperada surpresa… Sempre tive uma grande devoção ao Espírito Santo e todos os dias lhe peço os seus dons para a nossa família… Este presente é extraordinário pelo que representa… Não é boa a árvore que dá maus frutos, nem má a árvore que dá bons frutos. As árvores são conhecidas pelos seus frutos… Oxalá o Bruno e nós todos tenhamos boas raízes, sejamos boa terra, deixemo-nos podar por quem nos pode ajudar verdadeiramente e demos bons frutos.
De seguida, o Bruno tomou a palavra e disse:
- Obrigado avô pelo teu presente tão original. Não vou esquecer nunca as tuas mensagens e lições. Quando comer cada um dos frutos desta árvore, vou recordar o significado que lhes deste… As pessoas são como as árvores que quando se casam dão flores e os filhos são os frutos… eu sou o fruto desta família tão querida que usou o fertilizante do amor para que eu amadurecesse e ficasse tão docinho…
Todos riram a bandeiras despregadas. Então, o avô Joaquim sugeriu que se fizesse uma salada com aquelas nove peças de fruta e terminou dizendo:
- Realmente… somos como uma árvore, enraizados na vida com a missão de crescer, florescer e dar bons frutos… Para colhermos bons frutos basta que cada um de nós faça o bem, sem olhar a quem. Como dizem os hindus ‘A árvore não prova a doçura dos próprios frutos, o rio não bebe suas próprias ondas, e as nuvens não despejam água sobre si mesmas: a força dos bons deve ser usada para benefício de todos’'.


Paulo Costa, in www.imissio.net

15 de julho de 2016

ATENTADO EM NICE NO DIA DA BASTILHA



Pelo menos 84 pessoas morreram e existem 18 pessoas em estado crítico ("entre a vida e a morte") depois do atentado desta quinta-feira, em Nice, França. O incidente ocorreu perto do Hotel Negresco, no Passeio dos Ingleses, onde uma multidão passeava nas ruas para festejar o feriado nacional do 14 de Julho, Dia da Bastilha. Os números citados pela AFP foram avançados ao início da manhã desta sexta-feira pelo ministério do Interior francês. Somam-se ainda 50 vítimas com ferimentos ligeiros e mais de uma centena "implicados".
Segundo o jornal Le Figaro, a documentação encontrada no camião que avançou contra a multidão indica que o autor do atentado era franco-tunisino e tinha 31 anos. O mesmo jornal escreve que o homem estava sozinho no camião.
Segundo o correspondente do jornal francês, os corpos das vítimas continuam ainda no local, enquanto aguardam a conclusão dos trabalhos de investigação das autoridades francesas.
Miguel Cunha, natural de Paredes de Coura e a viver em Nice há quatro anos contou ao Público o cenário que testemunhou. Quando nos estávamos a encontrar, olho para o outro lado e só vejo pessoas a voar”, conta o português, ainda em choque. “Pareciam moscas a voar. Foi horrível. A rua estava cheia de pessoas, de famílias. Toda gente tinha saído, havia concertos”, continua, explicando ter visto o camião parar “uns 30 metros à frente”, antes de ainda se terem ouvido tiros. “Não foram os tiros que o pararam, ele parou antes. Deve ter tido algum problema. Ainda vi uma pessoa a tentar subir ao camião e a puxar o homem para fora.”
O camião, conta o emigrante, já vinha a atropelar pessoas desde trás. “Dizem que vinha em ziguezague para chegar a mais pessoas mas nos últimos 30 metros, o que eu vi, ele já vinha em linha recta e a abrandar. Não devia vir a mais de 50 km/h.”
O ataque acontece quando François Hollande tinha acabado de anunciar que o estado de emergência, que vigora desde desde os atentados de Paris, em Novembro do ano passado, ia ser levantado a partir de 26 de Julho. O presidente francês já anunciou que irá prolongar o estado de emergência por mais três meses.
François Hollande dirigiu-se ao país ainda durante a madrugada, depois de reunir com o gabinete de crise em Paris e sublinhou que “não se pode negar o carácter terrorista deste ataque”. Hollande classificou o atentando como uma "monstruosidade” de uma “violência absoluta”, destacando o número de crianças mortas.
www.publico.pt

13 de julho de 2016

FERNANDO SANTOS, UM HOMEM DE FÉ



«Só Deus sabe o que vai acontecer na nossa vida», afirmou o selecionador nacional de futebol ao recordar o seu percurso de vida e de fé, em destaque na emissão de domingo passado do Programa ECCLESIA, na Antena 1.
No dia da final do Campeonato da Europa de Futebol, o programa recordou uma conversa em que o treinador desvenda também como começou a sua relação mais próxima com a fé e a Igreja Católica.
“Não vale a pena projetar, porque só Deus sabe o que vai acontecer na nossa vida”, confessa.
Fernando Santos falou dos seus dois anos de profissional como futebolista, no Estoril e no Marítimo; mudanças familiares levaram a que regressasse ao Estoril, onde acabou por acumular o futebol com o trabalho de engenheiro na manutenção de um hotel.
A “carreira” de engenheiro acabou em 1997 para se dedicar a tempo inteiro ao futebol, como treinador.
As datas são, aliás, uma especialidade: sabe a data do seu Batismo, como recomenda o Papa Francisco, e recordou 1994, o ano em que foi despedido do Estoril, como ponto de viragem na sua vida.
Apesar de ser proveniente de uma família cristã e ter tido uma educação católica, Fernando Santos desde cedo se afastou da Igreja, “mas a referência ficou”.
Num momento difícil da sua carreira, em que colocava tudo em causa, Cristo reentrou na sua vida através da sua filha, que então se preparava para o Crisma, e de um convite dos amigos para fazer um cursilho de cristandade.
“Esse talvez tenha sido um dos momentos fundamentais da minha vida, esse 11 de março em que eu saio do Estoril, de alguma forma acaba por levar-me a ser treinador de futebol, hoje tenho a certeza, e também me leva seis dias depois a encontrar Cristo, isso foi a mudança total na minha vida”, confidencia.
É essa relação com “Cristo vivo” e a vivência dos seus valores no mundo do futebol que Fernando Santos tem procurado desde então, mesmo dentro do balneário e no limiar de cada desafio de futebol.
“Sempre antes do jogo entrego a minha equipa, ofereço-a a ele, que nos dê a força, a concentração, que leve os meus jogadores a estarem motivados”, realça o selecionador nacional, que acreditava num “Portugal campeão europeu”. E foi...
Esta foi a carta que leu na Conferência de Imprensa após o jogo em que Portugal venceu a França por 1-0:
"Em primeiro lugar e acima de tudo, quero agradecer a Deus Pai por este momento e tudo aquilo da minha vida. Deixar uma palavra especial ao presidente, dr. Fernando Gomes, pela confiança que sempre depositou em mim. Não esqueço que comecei com um castigo de oito jogos pendentes.
A toda a direcção e a todos os que viveram comigo estes meses. Aos jogadores, dizer mais uma vez que tenho um enorme orgulho em ter sido o seu treinador. A estes e aqueles que aqui não puderam estar presentes. Também é deles esta vitória. O meu desejo pessoal é ir para casa. Poder dar um beijo do tamanho do mundo à minha mãe, à minha mulher, aos meus filhos, ao meu neto, ao meu genro e à minha nora e ao meu pai, que junto de Deus está certamente a celebrar.
A todos os amigos, muitos deles meus irmãos, um abraço muito apertado pelo apoio mas principalmente pela amizade. Por último, mas em primeiro, ir falar com o meu maior amigo e sua mãe. Dedicar-Lhe esta conquista e agradecer-Lhe por ter sido convocado e por me conceder o dom da sabedoria, perseverança e humildade para guiar esta equipa e Ele a ter iluminado e guiado. Espero e desejo que seja para glória do Seu nome".

12 de julho de 2016

VITÓRIA FAZ BEM À ALMA PORTUGUESA (D.Manuel Clemente)


O cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, saudou a vitória da seleção nacional de futebol no Euro 2016, celebrada por milhares de pessoas nas ruas de Portugal, e manifestou “grande admiração” pelo selecionador Fernando Santos.
“Tudo isto nos faz bem, faz bem à nossa alma portuguesa”, referiu o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em declarações ao Patriarcado de Lisboa, enviadas à Agência ECCLESIA.
O cardeal-patriarca de Lisboa sublinhou que o resultado da seleção nacional se deveu “muito” ao trabalho do seu treinador, “com a sua serenidade, com a sua consistência pessoal e também psicológica”.
“Ele já estava certo do resultado e essa certeza vem muito de dentro e passou para a equipa”, sustentou.
Fernando Santos, treinador da seleção portuguesa de futebol que este domingo se sagrou campeã da Europa, evocou a sua fé católica no discurso de agradecimento que leu em Paris.
"Em primeiro lugar e acima de tudo, quero agradecer a Deus Pai por este momento e tudo aquilo da minha vida", disse, numa declaração que, segundo confessou, tinha escrito semanas atrás.
A carta que Fernando Santos escreveu no seu quarto, agradecendo a Deus, foi lida antes das perguntas dos jornalistas, na conferência de imprensa após a final, num tom muito emocionado.
Para D. Manuel Clemente, tudo foi dito “naturalmente”, sem ser “forçado”.
“Exprime uma vivência que é própria do Fernando Santos, como já tenho tido ocasião de ouvir da parte dele mesmo, por isso bate certo”, declarou o presidente da CEP.
“Não é preciso colocarmo-nos em bicos de pés, basta sermos aquilo que somos, com as nossas convicções também, no caso tão cristãs como ele as manifesta”, prosseguiu.
O patriarca de Lisboa realça que Fernando Santos se apresentou “com muita dignidade, muita cortesia, sem nenhuma espécie de sobreposição a ninguém, foi tudo muito bonito”.
O cardeal português aludiu depois ao “valor simbólico” do mundo do desporto e ao “sentido de representação” das equipas nacionais.
“Numa equipa ou noutras competições, como agora no atletismo, que eu também quero saudar, vai um povo inteiro, é uma maneira de escoar sentimentos que vêm ao de cima, exatamente esses que fazem de nós um povo”, afirmou.
A seleção portuguesa de futebol foi recebida em festa na cidade de Lisboa, depois de no domingo ter obtido um resultado inédito no futebol sénior, ao conquistar o Campeonato da Europa com uma vitória por 1-0 sobre a França na final da competição, em Paris.
“Naquela seleção íamos nós todos, com certeza”, realçou D. Manuel Clemente.
O presidente da CEP elogiou o esforço de todos os jogadores, quase “sobre-humano”, com elevado grau de exigência “física” e “psíquica”
Os festejos, que começaram no domingo, reuniram milhares de pessoas em clima de festa na capital portuguesa.
“Também para mim é interessante e bonito ver tantas bandeiras portuguesas, até me pareceram mais vistosas do que de costume”, admitiu D. Manuel Clemente.
A comitiva da seleção portuguesa de futebol foi recebida pelo presidente da República no Palácio de Belém.
"O dia de hoje não é igual ao de ontem. Para muitos parece que sim, ganhou-se o campeonato da Europa, continuam os problemas económicos, sociais, políticos e culturais. Há uma diferença, a diferença foi o vosso exemplo", declarou Marcelo Rebelo de Sousa.
O chefe de Estado entregou aos elementos da seleção um alvará de concessão da condecoração que lhes vai ser atribuída daqui a alguns dias – a Ordem do Mérito, grau de comendador.
www.agencia.ecclesia.pt